Executivo aborda dificuldades em criação de lista negra do poker

No começo do mês, Jason Koon, um dos maiores nomes do poker high stakes, levantou uma questão que deu o que falar: por que não criar uma lista negra baninto maus elementos do poker mundial?

O assunto repercutiu na comunidade do poker e chegou a importantes players do mercado, como Juha Pasanen, exacutivo do partypoker que atua como Chefe de Integridade do Jogo no site, um dos maiores do mundo.

Pasanen publicou nesta semana um texto no blog do partypoker em que aborda o tema, discute as dificuldades de se fazer um «lista negra», mas também da sugestões de ações que podem ser feitas para mudar esse cenário atual.

Uma das questões a serem trabalhadas para produzir a tal lista e chegar a um comum acordo que respeitasse as peculiaridades jurídicas dos diversos países onde o partypoker está inserido atualmente.

«Em primeiro lugar, como sabemos, o poker é jogado entre indivíduos de todo o mundo e cada país (ou jurisdição dentro de um país) tem suas próprias regras e regulamentos em relação ao poker online», diz o executivo. «Por exemplo, a rede international.COM do partypoker possui licenças de 14 reguladores diferentes. Tentar implementar um conjunto universal de regras será uma montanha legislativa na prática, mas isso não significa que não devemos tentar. Um desafio ainda maior será tentar navegar em torno do regulamento GDPR da UE. Pode ser que, devido a regulamentações como essa, toda a ideia esteja morta na água antes mesmo de começar».

No mesmo texto, Pasanen presta contas do que o partypoker tem feito para combater o problema e afirma que outros sites, porém, não tem como prioridade combater os trapaceiros.

Confira, abaixo, a declaração completa do executivo:

Recentemente, surgiu a ideia de se criar uma lista negra global para trapaceiros de pooker. É uma boa, e devemos trabalhar para um mundo onde os trapaceiros não sejam apenas banidos do site em que trapacearam, mas de todos os outros sites de poker online. Pessoalmente, também aplicaria a proibição ao poker ao vivo. Embora a ideia seja teoricamente boa, haverá um número significativo de desafios práticos no caminho para torná-la realidade. Deixe-me falar sobre alguns deles.

Em primeiro lugar, como sabemos, o poker é jogado entre indivíduos de todo o mundo e cada país (ou jurisdição dentro de um país) tem suas próprias regras e regulamentos em relação ao poker online. Por exemplo, a rede international.COM do partypoker possui licenças de 14 reguladores diferentes. Tentar implementar um conjunto universal de regras será uma montanha legislativa na prática, mas isso não significa que não devemos tentar. Um desafio ainda maior será tentar navegar em torno do regulamento GDPR da UE. Pode ser que, devido a regulamentações como essa, toda a ideia esteja morta na água antes mesmo de começar.

Outro desafio que vejo poderia ser em torno da definição de limites sobre “o que constitui uma ofensa séria o suficiente para levar a uma proibição global do poker?”. Por exemplo, se você estiver usando RTA ou conspirando, provavelmente é uma decisão fácil, mas e quanto a comportamento anti-éticos como bum-hunting (abrir mesas de cash heads up em busca jogadores de nível baixo)? Bum-hunting não é trapacear da mesma forma que usar o RTA, mas ainda é contra os termos e condições de alguns sites de poker. Embora bum-hunting não possa ser ignorado, não acho que sejam ofensas graves o suficiente para justificar uma proibição global. Para começar, precisaríamos definir exatamente o que constitui uso de RTA ou bum-hunting antes mesmo de pensar em seguir em frente. Não apenas isso teria que estar alinhado com os reguladores, mas também precisaríamos envolver e alinhar os diferentes sites de poker.

Existe também a possibilidade de qualquer novo sistema ser “abusado” pelos próprios sites de poker. Hipoteticamente, um site pode declarar que um jogador será banido globalmente por motivos específicos desse site, como uma disputa individual com esse jogador. Como tal, você provavelmente precisaria de um órgão governamental terceirizado independente supervisionando e gerenciando todos os banimentos enviados para que o sistema fosse realista. Embora um órgão de governo possa cuidar de garantir que cada banimento seja legítimo e que haja evidências suficientes documentadas antes que qualquer banimento seja lançado, ainda seria necessário gastar muitos recursos apenas para supervisionar qualquer banimento, especialmente de sites de que não ossuem as ferramentas e equipe adequadas para gerenciar problemas de integridade do jogo.

Da mesma forma, a triste verdade é que a integridade do jogo não é uma prioridade em muitos sites de poker. Muitos sites não possuem controles adequados, mesmo contra os principais problemas de integridade do jogo, como uso de bots e conluio. Portanto, o novo sistema poderia teoricamente ser explorado por alguns operadores que não têm sua própria equipe para lidar com problemas de integridade do jogo, mas eles simplesmente estariam banindo quaisquer jogadores destacados por outros operadores. “Freeloading” como este também deve ser considerado ao projetar os novos processos.

Agora, obviamente, acima sou eu falando muito sobre possíveis problemas e pouco sobre possíveis soluções ao implementar um sistema para proibir trapaceiros em todos os sites. Você deve estar se perguntando o que o partypoker e o Entain* já estão fazendo e o que poderíamos fazer mais?

Atualmente, se você for banido por trapacear no poker na rede partypoker, suas contas em todas as marcas Entain serão fechadas. Você também não é bem-vindo a nenhum dos eventos ao vivo que o partypoker LIVE organiza.

Poderíamos fazer mais e ser proativos quando se trata de estabelecer o processo proposto com outros operadores em relação a uma proibição universal. Eu toquei no assunto em um post anterior do blog e acho que todos os operadores de poker (ao vivo e online) devem cooperar com esse assunto e, pessoalmente, pelo menos estou pronto para contribuir com a causa.

Aguardo mais discussões sobre este tema.

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Author: Brandy Lawrence